Eleições gerais em Honduras neste domingo
Texto: Elaine Tavares
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Cerca de seis milhões e 300 mil hondurenhos estão aptos para decidir quem ocupará a cadeira da presidência da República neste domingo, dia 30 de novembro. Três candidatos despontam nas pesquisas. A primeira é Rixi Moncada, representando a situação, seguida de dois de oposição: Nasry Asfura e Salvador Nasralla. O favoritismo é da candidata apoiada por Xiomara Castro, uma vez que sua vitória significa a continuidade das políticas que garantiram a Honduras uma economia mais estável e melhorias para a população mais empobrecida.
Rixi Ramona Moncada Godoy, tem 60 anos, já exerceu a função de juíza, é advogada e professora. Foi ministra do governo de Manuel Zelaya e também dirigiu a estatal de energia elétrica. No governo de Xiomara esteve à frente do ministério da Fazenda e de Defesa. Rixi tem realizado sua campanha com a proposta de justiça tributária e de democratizar a economia garantindo oportunidades reais para todos os hondurenhos. Também defende a criação de empresas públicas estratégicas para que o controle da riqueza saia das mãos das poucas famílias ricas que dominam a economia.
O candidato Nasry Asfura é um empresário da construção, ultraconservador, e fã de Donald Trump, que já disputou o cargo de presidente em 2021. Ele foi prefeito do Distrito Central e tem boa avaliação por conta das obras de infraestrutura que impulsionou. Nas suas propostas aponta por uma economia de livre mercado e parcerias público-privadas.
Salvador Nasralla é engenheiro e apresentador de televisão. Representa o Partido Liberal e promete lutar contra a corrupção e atrair recursos privados. Esta será a terceira vez que concorre à presidência. Nos últimos anos fez alguns malabarismos partidários e chegou a ser o vice da atual presidente Xiomara. Desligou-se do governo em 2024 justamente para poder concorrer.
A oposição hondurenha tem feito algumas agitações, o que leva a denúncias de possíveis fraudes. Não será uma eleição tranquila. Entre os partidários de Rixi impera o cuidado. Há que estar atento para que não se repita o que passou em 2017 quando um “inusitado” apagão elétrico aconteceu. No retorno da eletricidade Juan Orlando Hernández apareceu em primeiro lugar e levou a presidência. Houve protestos massivos que foram reprimidos violentamente com mais de 23 mortes. Ainda assim, não foi possível comprovar a fraude.
Xiomara tem ampla aceitação dos hondurenhos por conta do governo que fez. Por isso, sua candidata Rixi Moncada aparece como favorita. Mas, em se tratando de Honduras sempre é bom ficar com as brabas de molho. Donald Trump, que se arvora em xerife do mundo, se manifestou sobre a eleição e, é claro, torce por Asfura que, por sua vez promete cortar relações com a Venezuela caso seja eleito.
Quem conhece a história de Honduras sabe o quanto a Venezuela tem sido importante para todo o processo de refundação do país. Desde o governo de Mel Zelaya, Chávez foi parceiro na busca de mudanças políticas e de melhoria da vida do povo. Não sem razão Mel sofreu um golpe. Com Xiomara, as relações com Maduro voltaram a se estreitar e isso aparece como um grande problema para Trump. Assim que não dá para descartar a mão-grande dos agentes estadunidenses. Por outro lado, a popularidade de Xiomara e de sua candidata Rixi é tão grande que qualquer resultado que não seja a vitória de Moncada estará sujeito a desconfiança.
Texto: Elaine Tavares
Texto: IELA
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