Colonialidade do Saber: Outro olhar sobre a América Latina nas aulas de História da Educação Básica

Autores: 
Rafael Gonçalves de Oliveira Alana Cristina Teixeira Chico

Resumo

O presente trabalho pretende levantar questionamentos sobre de que maneira o conceito histórico e o paradigma da modernidade, trabalhado no currículo escolar da disciplina de História do Ensino Médio, contribuem para exclusão das narrativas de povos autóctones da América Latina. Tal empreendimento se faz necessário devido à existência da narrativa eurocêntrica contida na historiografia da América Latina que menospreza elementos primordiais da história e das culturas das populações oprimidas pela colonização. Tanto que as mesmas necessitam, no cenário educacional brasileiro, de uma abordagem afirmativa no campo normativo: a Lei 11.645/08. Dessa forma, o principal objetivo exposto é de problematizar no período da modernidade como ocorre a relação das culturas e histórias indígenas e afro-brasileiras, evidenciando e aferindo o teor do eurocentrismo contido no conceito de modernidade presente nos livros didáticos e nos/as professores/as do Ensino Médio da E.E. Alexandre F. F. Mendes da capital de Mato Grosso. Por fim, utilizaremos como referencial teórico a obra “Epistemologias do Sul” organizada por Boaventura de Sousa Santos e Maria Paula Meneses e uma segunda obra organizada por Edgardo Lander intitulada “A colonialidade do saber: eurocentrismo e ciências sociais. Perspectivas latino-americanas” em diálogo com a Lei 11.645/08 constituída nos planejamentos curriculares das redes educacionais.