50 anos de "Cem anos de solidão"

6 de Junho de 2017, por IELA


No dia 5 de junho de 1967 foi publicado pela primeira vez, em Buenos Aires,  “Cem anos de solidão”, uma das obras primas da literatura latino-americana, escrita pelo colombiano Gabriel García Márquez, Premio Nobel de Literatura em 1982.

Traduzida para mais de 35 idiomas e com 40 milhões de exemplares vendidos, “Cem anos de solidão” foi descrito pelo escritor e diplomata mexicano Carlos Fuentes como o Quixote latino-americano.

“Pensar que um milhão de pessoas puderam ler algo escrito na solidão do meu quarto, com 28 letras do alfabeto e dois dedos como todo arsenal, apareceria a todas as luzes como uma loucura”, expressou Gabriel García Márquez.

 

video de Eitb.eus

“Muitos anos depois, em frente ao pelotão de fuzilamento, o coronel Aureliano Buendía haveria de recordar aquela tarde remota na qual seu pai o levou para conhecer o gelo”.

A história contada por Gabo é um compendio de alegrias, tragédias e ilusões da família Buendía na inesquecível Macondo. É um drama que já cativou o coração de pessoas em todos os países do mundo.

“Durante o dia, caindo de sono, gozava em segredo com as recordações da noite anterior. Mas, quando ela (Pilar Ternera) entrava na casa, alegre, indiferente, faladeira, ele (José Arcadio) não tinha que dissimular sua tensão, porque aquela mulher cujo riso explosivo espantava as pombas, não tinha nada que ver com o poder invisível que o ensinava a respirar para dentro e a controlar os golpes do coração. E que o havia permitido entender porque os homens têm medo da morte”.

Traduzido de: Desinformemonos.