Bolivarianismo vence na Venezuela

16 de Outubro de 2017, por Elaine Tavares


A Venezuela viveu nesse último domingo mais um processo eleitoral, o 22° em 18 anos de revolução bolivariana. Desta vez para escolher os 23 governadores dos estados do país. Ao todo, foram 18 milhões de eleitores aptos para votar, e ainda que a presença nas urnas não seja obrigatória foram registrados mais de 10 milhões de votos, o que significa 61,14% de presença, uma das mais altas dos últimos 18 anos.  E, apesar das previsões catastróficas anunciadas nas últimas semanas pela mídia comercial local e pelos meios estrangeiros que fazem campanha sistemática contra o governo de Nicolás Maduro, a revolução bolivariana seguiu firme, garantindo 17 dos 23 estados, configurando 75% dos governadores. "Ganhamos na maioria dos estados (...) o chavismo está vivo, está triunfante e está nas ruas", afirmou o presidente venezolano Nicolás Maduro ao saber dos resultados. 

Os resultados colocam por terra a campanha midiática feita pela mídia privada que durante todo esse ano potencializou a divulgação das violentas “guarimbas”, ações promovidas pela oposição para “comprovar” que a população não estava satisfeita com o bolivarianismo. Em alguns meios, como a Globo, Bandeirante, Record e Folha de São Paulo chegaram a divulgar que mais de 80% dos venezuelanos já não queria saber do governo de Maduro. Isso não encontrou amparo nesse domingo, quando as ruas se encheram de gente para exercer o direito do voto, e a maioria optou pelo PSVU, o partido do governo. Apesar da brutal violência desatada pelas forças opositoras que legaram mais de 100 mortos nas ações de violência, a população continua firme na aprovação do caminho definido com Hugo Chávez desde 1998.  

Nem mesmo a “guerra econômica”, desatada em 2014, e que segue desabastecendo o país em uma ação permanente da burguesia comercial que ainda domina o processo de importação, foi capaz de minar a força revolucionária da maioria da população. É que as gentes sabem que um retorno da elite venezuelana ao poder é também a volta de um tempo que ninguém mais quer viver, quando não havia possibilidade de participação real da maioria. Assim, com o resultado de ontem, mantém-se o apoio à revolução bolivariana e segue firme a luta de classes, que se expressa cotidianamente.

A oposição venceu nos três estados da região oeste, Zulia, Táchira e Mérica, e também no estado de Anzoátegui e na ilha de Nova Esparta. O estado de Bolívar ainda está sem resultado, com contagem apertada.