Definidos os candidatos presidenciais no México

21 de Fevereiro de 2018, por Elaine Tavares

Com índices de violência altíssimos, o México segue apostando nos candidatos tradicionais
Com índices de violência altíssimos, o México segue apostando nos candidatos tradicionais

Apenas três candidatos foram aceitos como candidatos independentes para disputar a eleição no México. A representante do movimento zapatista, Marichuy, ficou de fora, pois só conseguiu reunir 230 mil assinaturas. Ainda não foi dessa vez que o México decidiu por uma candidatura indígena.

Uma ex-primeira-dama, um senador e um atual governador serão os primeiros candidatos independentes para a presidência do México, uma modalidade de inscrição que se inaugura nas eleições gerais agora em 1º de julho, quando quais serão escolhidos o presidente e os representantes das duas câmaras do Congresso.

A condição legal para se inscreverem como candidatos ou candidatas independentes era a de amealhar 860 mil assinaturas até o dia de ontem (20 de fevereiro). Os que conseguiram as firmas dentro do prazo foram Margarita Zavala, esposa do ex-presidente Felipe Calderón, Jaime Rodríguez Calderón "El Bronco", um governador licenciado (fora de função) do estado de Nuevo León e Armando Ríos Píter, senador também com licença, ex militante do PRI. Essas assinaturas ainda devem passar pela auditoria do Instituto Nacional Eleitoral e só em 29 de março os candidatos independentes serão registrados para iniciar a campanha no dia seguinte.

Margarita Zavala era, até alguns meses atrás, militante do conservador Partido Ação Nacional (PAN). E só saiu de maneira independente porque não aceitou a indicação de Ricardo Anaya, muito menos a aliança feita com o “Movimiento Cuidadana”, de centro-esquerda. Ou seja, é uma candidatura ainda mais conservadora que o próprio PAN.  

Rodríguez Calderón "El Bronco", é um ativista do PRI, mas já foi eleito como independente do governo de Nuevo León em 2015. Suas assinaturas estão sob suspeita, mas ainda passarão pela auditoria. 

Ainda no domingo (19) foram formalizadas as candidaturas dos partidos tradicionais: Andrés Manuel López Obrador, em uma aliança ecabeçada pelo seu partido, Morena;  José Antonio Meade, do Partido Revolucionário Institucional (PRI), e Ricardo Anaya, pelo PAN-PRD-MC.
Segundo os analistas mexicanos, os candidatos independentes terão alguma influência apenas nas eleições legislativas, mas pouca visibilidade na disputa presidencial que deverá se definir entre os candidatos dos partidos tradicionais. De qualquer forma poderão “roubar” votos importantes, que funcionarão como fiel de balança.

As recentes pesquisas colocam López Obrador, que sai candidato à presidência pela terceira vez, em primeiro lugar, disputando com Anaya ou Meade num possível segundo turno.