Derrota ianque na OPAS

5 de Outubro de 2020, por Pedro Martínez Pírez


Uma das grandes derrotas da política anti-cubana do atual governo dos Estados Unidos ocorreu nos últimos dias, e nada menos do que em Washington, quando, apesar da oposição dos EUA, Cuba foi eleita para integrar o Comitê Executivo da OPAS, a Organização Pan-Americana da Saúde, pelos próximos três anos.

Durante os dois dias de sessões do 58º Conselho de Governo da OPAS, e apesar das fortes pressões do representante do Departamento de Estado dos EUA, vários delegados dos Estados-Membros da Organização agradeceram e reconheceram Cuba por sua cooperação na área da saúde.

O governo dos EUA, durante a 75ª sessão da Assembleia Geral da ONU em Nova York, também teve que engolir seco diante do amplo reconhecimento global de Cuba por sua cooperação no campo da saúde.

O que é incrível é que o governo dos Estados Unidos, nestes tempos de pandemia e com uma péssima atuação contra Covid 19, é usado minuciosamente em uma campanha para desacreditar o sistema de saúde cubano, como parte da intensificação do bloqueio genocida contra a pequena nação vizinha que goza do reconhecimento da Organização Mundial da Saúde.

E a pior parte é que a política de Washington fez com que três governos de países da América, Brasil, Bolívia e Equador encerrassem as tão necessárias missões médicas cubanas sob os cuidados desses povos, severamente afetadas pela pandemia covid 19.

O crime estadunidense contra a humanidade não é apenas contra Cuba, mas também contra os povos de nações cujos governos, obedientes aos ditames de Washington, dispensaram a colaboração médica cubana pela qual um movimento formidável se desenvolve no mundo em favor de receber o Prêmio Nobel da Paz.

Como em Playa Girón, onde o imperialismo foi militar e politicamente derrotado em 1961, é claro que Washington escolheu muito mal ao tentar derrotar Cuba no campo da Saúde, um dos redutos da Revolução Cubana.