Eleições na Venezuela

15 de Maio de 2018, por Elaine Tavares


A Venezuela vai às urnas nesse dia 20 de maio para eleger presidente da república, conselhos municipais e conselhos legislativos estaduais. O país tem 32 milhões de habitantes e 20 milhões estão aptos para votar. Essa é mais uma das incontáveis eleições que já aconteceram na Venezuela bolivariana, sempre pautadas pela transparência, como já atestaram incontáveis observadores internacionais.

Para a disputa da presidência foram confirmados quatro candidatos. Nicolás Maduro sai pela coligação Gran Polo Patriótico Simón Bolívar, representando a continuidade do bolivarianismo na disputa pela reeleição. 

Na oposição estão Henri Falcón, da Avanzada Progresista, que é advogado e militar aposentado.  Javier Bertusi, da Esperanza por el Cambio, que é pastor evangélico e empresário. E por fim Reinaldo Quijada, engenheiro eletrônico que sai pelo Unidad Política Popular 89, partido de raíz chavista. 
Na última semana o país viveu uma espécie de ensaio, que é para ver se tudo está realmente pronto para mais esse momento de participação popular. E tudo correu dentro da normalidade.

A Venezuela vive desde 2015 uma guerra econômica, com parte do empresariado local boicotando a distribuição de produtos, provocando carestia em vários campos da economia. Aliado a equívocos do governo na economia a crise tem sido grande, mas ainda não capaz de minar o bolivarianismo que se organiza nas missões e nas comunidades. Mesmo com os protestos violentos da oposição, a maioria da população tem mostrado bastante apoio ao governo e isso pode ser visto na campanha de Nicolás Maduro, que segue atraindo multidões. 

Enquanto a Venezuela se organiza para a eleição, são muitas as informações sobre possíveis interferências dos Estados Unidos no processo. As tentativas de derrubar Nicolás Maduro do poder até o momento não surtiram efeito e fala-se até em intervenção militar por parte dos EUA. 

No seio da população chavista e bolivariana a situação é tranquila. A população se prepara para qualquer possibilidade, tanto para a paz quanto para a guerra, seja na ação comunitária das missões, seja nos treinamentos militares dos civis para defesa da nação. 

A Venezuela é um país extremamente rico por conta do petróleo, mas tem debilidades justamente por isso. Incapaz de garantir um desenvolvimento descolado da renda petroleira,  torna-se alvo fácil dos empresários que ainda mantém o controle das importações. Considerando que o país importa quase 80% do que consome isso é bastante grave.