Governo do Equador fecha agência de notícias

20 de Agosto de 2018, por Elaine Tavares

 


O presidente do Equador, Lenín Moreno, segue desmontando todos os pequenos avanços que aconteceram durante o governo de Rafael Correa, do qual foi vice-presidente. Não bastasse o trabalho que vem fazendo no sentido de entregar o ativista Julian Assange, criador do WikiLeaks, para os Estados Unidos, agora decidiu fechar a Agência Nacional de Notícias do Equador e Sulamérica (Andes), um importante espaço de notícias e informação criado em 2009, por Rafael Correa. 

A decisão se deu porque o governo entende como desnecessária uma agência que atue no sentido de trabalhar com informações de toda a América Latina. "Já temos uma plataforma de meios públicos", afirmou Marta Moncayo, gerente geral dos Meios Públicos. Segundo ela, apenas o gerente da agência será demitido, os demais trabalhadores serão realocados para a área digital, cuidando apenas das atividades do governo do Equador. 

“O que aconteceu - disse Marta - é que apenas eliminamos uma marca, para otimizar os custos com comunicação". Claro que eliminar a agência não é apenas eliminar a marca, mas sim toda uma proposta de distribuição de informação, que deixa de se preocupar com a América Latina, ficando limitada apenas ao país. A ideia da integração que moveu o governo de Correa está totalmente descartada no governo de Lenín. Além do mais há a disputa pessoal entre ele e o ex-presidente, o que o faz atuar na lógica da terra arrasada. Tudo o que leva a marca de Correa está sendo destruído. 

Outro órgão de comunicação que deverá ser eliminado é o jornal El Ciudadano, também criado por Correa.