Mauricio Macri autoriza bases militares estadunidenses na Argentina

24 de Julho de 2018, por Elaine Tavares

Marines na Argentina  - Foto: La Radio del Sur
Marines na Argentina - Foto: La Radio del Sur

O jornalista argentino Miguel Bonasso, divulgou no sítio “Aristegui Notícias” que o presidente da Argentina, Mauricio Macri, autorizou a abertura de várias bases militares dos Estados Unidos no país. Essas bases estariam nas províncias de Neuquén, Misiones e Tierra del Fuego. Ainda segundo a nota, a fonte militar que repassou o informe teria confidenciado que há muito descontentamento por parte dos oficiais mais jovens com relação ao tema, encarado como uma violação da soberania nacional.

Conforme Bonasso, a gestora principal do acordo com os EUA foi a ministra de Segurança, Patrícia Bullrich, e a construção das bases deverá iniciar em breve, sob o controle do Comando Sul do Exército estadunidense.  A imprensa argentina já tinha denunciado a presença ostensiva de “mariners” tanto na Casa Rosada quanto no Banco da Nação, o que foi rebatido pelo governo como apenas um “pessoal da inteligência” que estava na Argentina para treinar a guarda local que fará a segurança num encontro internacional do Grupo dos 20 que acontecerá no país em novembro. Mas, desde quando o pessoal da inteligência anda fardado? 

Para os críticos de Macri essa presença já é uma ilegalidade visto que as leis argentinas exigem que haja autorização do parlamento para entrada de tropas estrangeiras no território. E nada foi solicitado. 

Nomes importantes da luta social argentina como o Nobel da Paz, Adolfo Pérez Esquivel, denunciam que a decisão de ter novas bases na Argentina, doadas aos EUA para uma suposta assistência pacífica de defesa civil, é uma espécie de “cavalo de troia” para a tomada de áreas com importantes recursos naturais. 

Não bastasse a batalha contra a presença dos militares estadunidenses no país, os argentinos também precisam lutar contra a volta ao FMI. No último sábado aconteceram marchas massivas rechaçando o acordo com o Banco bem como a reunião do G20. Mas, Macri segue seu caminho de desmonte e endividamento, servindo aos interesses econômicos que passam bem longe das necessidades da população.