Nicarágua: a luta contra o canal

9 de Maio de 2016, por Elaine Tavares


Na última sexta-feira, líderes dos povos indígenas Rama, comunidades afrodescendentes e membros do Governo Territorial  Rama y Kriol (GTR-K) rechaçaram em sua totalidade o acordo firmado por Héctor Tomas com a Autoridade do Grande Canal, alegando que tudo foi feito de maneira ilegal e sem qualquer autorização das lideranças. Desde o ano passado que as comunidades travam combates com o governo nicaraguense, se posicionando contra a construção de um canal que vai ligar os dois oceanos. Agora, diante da assinatura de um acordo, as lideranças protestam com os seguintes argumentos:

1  - Não foram consultados com referência ao acordo assinado no dia 03 de maio.

2 - O acordo foi firmado sem o consenso de todas as comunidades, coisa que não poderia ser feita porque está em desacordo com o que estabelece seus estatutos e regulamentos. 

3  - O acordo foi fechado por pessoas que não formam parte do GTR-K (governo paralelo), com o intuito de estar a serviço do que disponha a Autoridade do grande Canal.

4 -  Por terem levado, a partir de informações falsas, membros do GTR-K, à Managua com o fim de compor com o Canal.

5 - Porque na sessão do GTR-K, dos dias 18 e 19 de abril acordou-se não assinar nada sem um assessoramento legal.

Leia o documento na íntegra.

Aqui , a entrevista de Carlos Wilson Billis, Presidente Comunal de Bangkukuk Taik, se manifestando contra a assinatura do documento e denunciando que o governo copta outras pessoas para assinar em nome dos povos e comunidades.

Com informações da Fundação Popol Na.