O saldo da violência na fronteira com a Venezuela

25 de Fevereiro de 2019, por Elaine Tavares


Freddy Bernal, governador do estado de Táchira, aonde a oposição tentou passar caminhões com uma suposta ajuda humanitária, confirmou que os episódios de violência desencadeados pela oposição no lado colombiano deixaram 42 venezuelanos feridos, dois deles atingidos por bala de fogo. Sete soldados ficaram machucados e três pessoas foram queimadas vivas. Freddy asseverou que essa conta de violência e terror deve ser atribuída ao presidente colombiano e a Guaidó.

O deputado, auto-proclamado presidente, Juan Guaidó, em entrevista para a imprensa comercial, já havia dito que as mortes que viessem a acontecer na fronteira não seriam custos, mas sim investimentos para o futuro da Venezuela. Tratando as pessoas como “recursos econômicos”, o jovem que quer comandar declarou: “faremos o que precisar para retomar o país”. 

A jovem fotógrafa chilena, Nicole Kramm, que ficou ferida quando dois tanques, com três soldados desertores, arremeteram contra a barreira, tentando fazer parecer que era Venezuela que atacava a Colômbia, deu declaração para  a imprensa dizendo que sentiu a clara intenção de matar por parte de quem dirigia os veículos. Salvou-se por pouco, mas várias pessoas que estavam na barreira se feriram.

O governador de Táchira informou ainda que um grupo de opositores conseguiu avançar 200 metros pelo território venezolano e tentou queimar a aduana de San Antonio (cidade de Táchira) visando tomar de assalto a República. "Mas, graças ao povo que estaba vigilante e ao General Manuel Bernal, chefe da REDI, conseguimos barrar a ação". Freddy assegurou que a situação na fronteira agora está controlada mas que ainda existem redutos de violência em Ureña, outra cidade do estado. 

Segundo Bernal "há que reconhecer o poder popular por sua valentia e coragem. Homens e mulheres que vieram de diversas partes do país e aguentaram molotovs, balas e garrafadas durante todo o dia”.