Petrobrás e caminhoneiros: o clarão nacionalista contra o apagão imperialista

24 de Abril de 2019, por Gilberto Felisberto Vasconcellos


Ex-funcionário da Petrobrás, matemático, escreveu sobre Marx e a matemática, nacionalista, polígrafo, Sylvio Massa de Campos é observador analítico participante da Petrobrás, a síntese socioeconômica do país desde 1954 quando Getúlio Vargas se matou. De olho nessa empresa, eis o caminho para compreender a política – e mais: atuar na luta de classes em âmbito nacional e internacional. 
 
Que se atente ao que acontece com o conflito entre os acionistas (rentistas) americanos e os trabalhadores caminhoneiros, não obstante os proprietários dos caminhões. Essa clivagem entre proprietários de caminhões e caminhoneiros não afeta a essência do conflito imperialista, consubstanciado no óleo diesel. A propósito, não há hoje setor da classe trabalhadora com poder de desencadear uma greve geral, como dizia Rosa Luxemburgo, capaz de paralisar o país e reivindicar o aumento salarial para o povo.
 
Atenção, Lênin dixit: greve econômica é greve política. A privatização internacionalizante da Petrobras acarretará maior superexploração do trabalho dos caminhoneiros pelos rentistas. Eis o que o povo deve bradar às ruas:
1- Caminhoneiros uni-vos.
2- Todo poder aos caminhoneiros.
 
Juscelino Kubitschek concentrou o transporte no rodoviarismo e daí resultou a relevância do caminhoneiro de norte a sul e leste a oeste.
 
O caminhoneiro é o proletário bandeirante de rodas movido a diesel e gasolina. Filho de povo navegador, não somos no entanto navegadores. Somos é caminhoneiros. 
 
Karl Marx disse que a mercadoria não chega sozinha ao mercado. Quem a leva é o caminhoneiro. O governo oligárquico de Bolsonaro vai fazer de tudo para indispor o povo contra os caminhoneiros. 
Atenção classe operária do ABC, alô sindicalistas metalúrgicos: não deixem os caminhoneiros sozinhos porque senão vocês serão trucidados pela burguesia local e internacional.