Venezuela vai às urnas

30 de Novembro de 2015, por IELA

 


Já está tudo pronto para mais uma eleição na Venezuela nesse seis de dezembro. Todo o material eleitoral já foi distribuído pelo país. Segundo a presidenta do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), Tibisay Lucena, estão aptos para votar 19 milhões, 496 mil venezuelanos, em 14 mil centros de votação, com 40 mil mesas e cinco mil centros de informação.

Nesse 6D serão escolhidos os representantes da Assembleia Nacional para um mandato de cinco anos, indo até o ano de 2021. A conformação da Assembleia nacional é de 167 deputados, sendo que 164 são escolhidos pelas entidades federais e três deles pela representação indígena. 

Os venezuelanos vivem momentos de grande tensão, como sempre acontece durante as eleições. Essa é a quarta vez que acontecem as eleições parlamentares depois da Constituição de 1999 e, por conta dos graves problemas econômicos que vive o país, é bem possível que haja algum avanço da direita.

Contando com todos os elementos da desestabilização, o país irá decidir se mantém ou não a maioria governista no parlamento. Nas últimas semanas, os ânimos se acirraram com a morte de um político da oposição, Luiz Manuel Díaz, que estava em um comício. Essa morte foi atribuída ao Partido Socialista Unidos da Venezuela, engrossando o caldo da pressão que a direita vem fazendo nesses anos todos de governo bolivariano.

Mas, o PSUV divulgou na semana passada que as investigações policiais apontam para um acerto de contas entre grupos criminosos. Luiz Manuel, que era secretário-geral do partido Ação Democrática, vinha sendo investigado desde 2010, acusado de homicídio. Ele faria parte de um grupo chamado de “Los Plateados” e o assassinato foi parte de um acerto de contas.

Ainda assim a oposição tem alardeado que o crime foi praticado pelo grupo governista e forma a opinião pública através dos seus veículos de comunicação. Por conta de toda essa tensão, aliada a guerra econômica que ainda segue seu curso, todos os olhos se voltam para a o país bolivariano.

A conformação da Assembleia Nacional terá um peso significativo para o andamento dos planos do governo de Nicolás Maduro.