Cuba: a pandemia e a educação

Cuba: a pandemia e a educação

Sinopse

A professora Nancy Chancón, titular de Ciências Sociais da Academia de Ciências de Cuba, explica como Cuba está enfrentando a pandemia, tanto no campo da saúde quanto no da educação. Segundo ela, as equipes de saúde não esperam que as pessoas cheguem doentes ao posto de saúde. Elas visitam as famílias todos os dias para saber como estão. E os que são confirmados com a doença, ficam no hospital, os contatos dos doentes, em centros de isolamento e os contatos dos contatos também. As escolas já abriram para aulas presenciais, com um protocolo bem determinado e não tiveram um caso sequer de contaminação.

Agora, em fevereiro as aulas foram suspensas outra vez porque foi detectado um novo rebrote da pandemia na ilha, então, para evitar a contaminação os alunos voltam a ficar em casa. Por conta do bloqueio, as condições para o trabalho em casa são bem difíceis, mas, à maneira cubana, inventivamente, eles vão avançando. A internet é muito ruim ainda e as plataformas de trabalho remoto a que temos acesso no Brasil, por exemplo, não prestam serviços a Cuba em virtude do bloqueio. Por conta disso, usa-se o telefone e a televisão. Muito importante ouvir a entrevista até o fim, para observar como age um país onde seu governo atua pela vida e onde a população atua coletivamente. Tanto que em março já poderão ser vacinados com uma vacina produzida no próprio país: a soberana.