Direita-empresarial vence em El Salvador

Direita-empresarial vence em El Salvador

Sinopse

 

El Salvador, na América Central, elegeu no último domingo o seu novo presidente. A vitória veio já no primeiro turno para Nayib Bukele, que derrotou sem dificuldades os representantes dos partidos tradicionais que estiveram dominando a política no país pelos últimos 25 anos. Ele fez 53,7% dos votos dos votos válidos, mas a abstenção foi bastante expressiva: mais de 50%. Na verdade, dos mais de cinco milhões de salvadorenhos aptos a votar, apenas um milhão e 300 mil apostaram em Bukele.

Seguindo a tendência que já se verifica em toda América Latina, o novo presidente é uma celebridade das redes sociais, que baseou sua campanha na luta contra a corrupção, prometendo grandes obras para El Salvador. Comunicou-se pelas redes e não participou de qualquer debate. Burkele é filho de imigrantes palestinos, publicitário, tem 37 anos e já foi prefeito da capital, San Salvador. Com seu discurso genérico, e respaldado pelas redes sociais, desbancou a Aliança Republicana Nacionalista (Arena) e a Frente Farabundo Martí de Libertação Nacional (FMLN).

Nayib se elegeu a partir de uma coalização conservadora, de direita, a Grande Aliança pela Unidade Nacional. Ele não terá maioria na Assembleia Nacional que segue dominada pela Arena e pela FMLN. Bukele assume o governo no dia primeiro de junho.

O professor da Universidade Centro Americana (UCA), escritor e poeta Luis Alvarenga, faz uma análise do resultado e sobre o que significa para El Salvador e para a América Latina essa recomposição da direita no país, depois de vários anos de governo da FMLN.