Meu amigo Ricardo Frota D’Alburqueque Maranhão
Texto: Gilberto Felisberto Vasconcellos
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Foto retirada do Twitter do Comando Sul
O general Francis Donovan, que chefia o Comando Sul, esteve reunido com autoridades de Defesa da Colômbia e do Equador, na fronteiro dos dois países, visando aprofundar as ações do que eles chamam de “combate ao narcotráfico”. Mais um conto da carochinha que se repete a exaustão nesta nossa América, afinal, as tropas estadunidenses estão há décadas na Colômbia, por exemplo, para exterminar o narco, e até hoje nada aconteceu. Nada além de a boa e velha repressão contra os grupos que lutam por um país livre.
O cenário falso é o narcotráfico, mas a realidade é a mesma de sempre, garantir o controle dos Estados Unidos sobre as forças de defesas dos países, o que por sua vez oportuniza o controle sobre as lutas sociais. Não foi sem razão que o próprio Donal Trump envolveu-se diretamente nas eleições dos dois países.
Ainda na última semana forças estadunidenses atacaram mais um barco nas águas internacionais, realizando, ao seu modo, o julgamento sumário dos ocupantes, que foram fuzilados sob o argumento de eram traficantes. Provas? Nenhuma! Apenas o “fio do bigode” dos soldados estadunidenses. E, como tem sido a regra, não há qualquer palavra do tal direito internacional sobre essas execuções que se repetem.
É estranho que as forças de defesa da Colômbia e do Equador ainda acreditem que as forças militares estadunidenses tenham alguma resposta para o problema do narcotráfico. Afinal, se ele se consolidou na Colômbia foi sob os olhos dos iaques, e o Equador não tem qualquer tradição de narcotráfico. Logo, a única explicação possível para esses encontros é a patética submissão já consolidada no aceite do vexaminoso “Escudo das Américas”. Mais grotesco ainda é ver os jornais e outras mídias falando do tema sem qualquer mirada crítica.
Na verdade, os dirigentes dos países latino-americanos buscam apenas cliques e likes nas suas redes de informação, fazendo a população acreditar que a simples presença das forças estadunidenses pode inibir a criminalidade. Uma ilusão. Cada país deveria constituir saídas baseadas no conhecimento de seu próprio território para enfrentar problemas locais. O Comando Sul, como sabem todos, é o braço armado dos EUA vigiando a costa latino-americana e buscando garantir que os países “amigos” sigam sendo leais ao Tio Sam. O pano de fundo já se sabe bem: estender os tentáculos sobre os países para evitar movimentos de esquerda.
Texto: Gilberto Felisberto Vasconcellos
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