Soy Cuba
Texto: IELA
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“Se me rompe el corazón”… Esse é o sentimento que assoma ao assistir o documentário “Fidel e a Cuba Socialista – queimar os céus”, produzido e dirigido pelo jornalista Rodrigo Chagas, do jornal Brasil de Fato. Embalado pela voz e pelo tom do violão de Silvio Rodríguez o vídeo mescla cenas da revolução e falas de Fidel com a dura realidade vivida hoje pelos cubanos, sob ataque de guerra por parte dos Estados Unidos. As imagens revelam um país empobrecido, sem água, sem luz, sem recolhimento de lixo, casas descascadas e comida escassa. Mas, ao mesmo tempo vai revelando uma gente valente que resiste e sabe que o fracasso estampado nas imagens não é do socialismo, mas sim fruto do ataque sistemático do imperialismo. “Nós, os cubanos, estamos sempre protestando, mas, sobre o que está passando agora, sabemos que o governo não pode resolver, não está em suas mãos. Ainda assim, criticamos, pois foi o que ensinou Fidel”.
E assim vamos caminhando pelas ruas de Cuba, chorando com Aleída a falta de Fidel, emocionando com a ternura do velho professor de artes que se orgulha de ver os jovens cubanos tendo acesso à cultura e à arte, coisa que não havia antes da revolução, fortalecendo o espírito na fala dos jovens que insistem em defender uma Cuba livre, soberana, que não se dobra. Cada fala, cada rosto, cada olhar deixa bem claro que os tempos são implacáveis, e que parece impossível haver um país que insista em querer matar um povo de fome. Ainda assim, estão seguros de que nada pode ser pior do que virar colônia.
O trabalho de Rodrigo Chagas revela essa fortaleza cubana, que resiste no seu povo. Esse povo que quer dançar, cantar e ir ao cinema, além de estudar e produzir belezas para sua gente. Um povo que se fez livre por obra de uma revolução, luta que cobrou muita vida e muito sangue. Daí o pedido singelo de uma senhorinha ao presidente Díaz-Canel: “Mi hijo, no traiciones a Fidel”. Porque Fidel representa o que há de mais caro para a gente cubana: sua liberdade.
O documentário de Rodrigo Chagas é para ser visto dezenas de vezes, porque dele emana uma força e uma valentia que nos orgulha e nos move para diante. Viva Cuba, Viva Fidel! E viva o jornalismo que se compromete!
Texto: IELA
Texto: IELA
Texto: Mário Maestri
Texto: Fernanda Uribe - Professora/UNAM