Contestado: a luta do povo caboclo
Texto: IELA
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Editorial da Revista Pacto, da Colômbia.
Não é uma teoria da conspiração. São áudios. Eles estão lá. E o que eles revelam é tão grave que deveria fazer tremer as bases políticas de todo o continente.
Honduras-gate é, sem exagerar, um escândalo de dimensões mundiais. Foi o Diário Red na América Latina, meio ao qual a jornalista Duarte é filiada, que publicou os áudios onde vários líderes falam sobre criar uma “célula de informação” para “atacar e extrair o câncer da esquerda” dos governos das Honduras e da América Latina. Nessas conversas aparecem nada menos que Javier Milei, Donald Trump e Benjamin Netanyahu.
Sim, eu sei. O presidente argentino, o magnata americano recém-chegado à Casa Branca e o primeiro-ministro israelense. Todos eles no mesmo enredo. Todos eles, com o mesmo objetivo: destruir os governos progressistas da região.
O plano, como os áudios revelam, é assustador. Juan Orlando Hernández, o ex-presidente hondurenho condenado por tráfico de droga e depois perdoado por Trump, propõe a criação de uma Unidade Digital com patrocínio americano. Para quê? Para espalhar notícias falsas. Para “preparar” a população da Colômbia e do México para eventuais intervenções externas. Para fabricar o clima de opinião que justifique um golpe, uma invasão, uma desestabilização.
E cuidado, porque a relação entre Hernandez e Trump não é casual. Foi o próprio líder americano que o perdoou. E agora, Hernández promete que, no seu regresso às Honduras, garantirá a Trump um centro de operações de onde transformar a América Latina em uma zona de controle estratégico. Não é geopolítica. É servilismo com coordenadas.
Mas o financiamento é o que acaba de rebentar com o escândalo. Parte dos fundos sai do Ministério da Obra Pública das Honduras: 150 mil dólares de origem estatal. Mas a surpresa vem da Argentina. De onde o “anarcocapitalista” Javier Milei, aquele que prega liberdade e mercado, prometeu enviar trezentos e cinquenta mil dólares para a causa desestabilizadora. Mais de meio milhão de dólares, no total, para atingir governos progressistas.
E quais governos estão na mira? México e Colômbia. Não por acaso. A Colômbia tem eleições presidenciais em menos de um mês. México está entrando em um dos processos eleitorais mais importantes dos últimos anos. O timing não é um acidente. É uma operação.
Trump, enquanto isso, prepare o terreno. Há alguns meses, acusou Gustavo Petro de ser cúmplice do tráfico internacional. Ao mesmo tempo, bombardeia naves no Mar das Caraíbas com o mesmo pretexto. E nas últimas semanas, usou a desculpa do crime organizado para tentar justificar uma intervenção no México. O padrão se repete: estigmatização, desinformação, pressão militar e financiamento secreto para operações de desestabilização.
Por trás de tudo isso, há um ator que poucos querem nomear, mas que está presente em cada fio desta meada: o sionismo.
Não é uma teoria paranóica. É uma constatação política. As redes do poder sionista global entenderam que a América Latina é um território estratégico. E querem dominá-lo por todos os canais possíveis: o tráfico de droga, as igrejas evangélicas, os candidatos de extrema direita manipuláveis, os meios de comunicação comprados, as operações de inteligência secretas.
Não estamos falando de suposições. Estamos falando de fatos consumados. O perdão de Trump para Hernandez. Os julgamentos políticos internos nas Honduras, que fizeram parte de uma rede de subornos. A concessão de companhias de trem interoceânico. A expansão de ZEE. A intenção manifesta das igrejas evangélicas de influenciar a política regional. Tudo isso está documentado. Tudo isso está nos áudios.
No entanto, até agora, a difusão do Honduras-gate não teve consequências legais ou penais em nenhum país da região. Ninguém respondeu. Ninguém foi investigado. Isso não é coincidência. É impunidade. É cumplicidade. É medo.
A América Latina não pode dar-se ao luxo de olhar para o outro lado. México, Colômbia, Brasil, são hoje a resistência à barbárie. Eles são a barragem de contenção contra esta nova tentativa de recolonização secreta. É por isso que estão sendo atacados. É por isso que eles querem desestabilizá-los. É por isso que financiam áudios, fabricam notícias falsas, montam células de informação.
A ameaça do sionismo para a América Latina é real. Não é o judaísmo como religião. É o sionismo como projeto geopolítico. Como braço financeiro e mediático do império. Como máquina de desestabilização que não conhece fronteiras nem escrúpulos.
Ou acordamos, ou continuaremos a dormir com operações deste calibre. Os áudios estão aí. A história não vai julgar quem os divulgou. Vai julgar aqueles que, sabendo a verdade, preferiram olhar para o lado.
Texto: IELA
Texto: Elaine Tavares
Texto: IELA
Texto: IELA
Texto: Elaine Tavares