A América Latina no tabuleiro do poder
Texto: Elaine Tavares
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Arte: Marina Madruga
O ano era 2004. Na UFSC assumia a reitoria o médico Lúcio Botelho, que vinha de uma vice-reitoria com Rodolfo Pinto da Luz. O Brasil entrava na onda “progressista” que tomou conta da América Latina a partir da eleição de Hugo Chávez em 1998. Era o mês de maio quando o professor Nildo Ouriques convocou a professora Beatriz Paiva, do Serviço Social, para discutir um projeto em parceria sobre a América Latina. Também chamou as jornalistas Elaine Tavares e Raquel Moysés, que viviam um processo de assédio moral na Agecom. Abria um caminho para os estudos latino-americanos na UFSC, iniciativa inédita até então.
A ideia era criar um Observatório das lutas sociais que se avolumavam no continente, bem como garimpar teóricos e intelectuais dedicados a compreender a América Latina desde seus espaços geográficos particulares. Uma conversa com o reitor garantiu a remoção das jornalistas para o projeto e, em 07 de julho, nasceu o Observatório Latino-Americano (OLA). A equipe passou a ocupar uma pequena sala no Departamento de Serviço Social e desde ali, passados apenas quatro meses organizou a Primeira Jornada Bolivariana.
O OLA cresceu rápido, agregando mais pesquisadores, e em menos de dois anos já apontava para a necessidade de ampliar o trabalho. Foi assim que , em 2006 se transformou no Instituto de Estudos Latino-Americanos.
Hoje, dia 07, celebramos esse momento único, do nascimento do IELA, bem como o trabalho ininterrupto de 22 anos seguidos latino-americanizando o Brasil.
Desde aquele julho de 2004 o que era para ser só um projeto virou uma referência nacional e internacional dos estudos latino-americanos. Parabéns para todos nós.
Texto: Elaine Tavares
Texto: Hedelberto López Blanch - jornalista e escritor cubano
Texto: Rafael Cuevas Molina - Presidente AUNA-Costa Rica