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Julgamento de Maduro e Cilia foi jogado para 2027

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Por Elaine Tavares em 23 de julho de 2026

Julgamento de Maduro e Cilia foi jogado para 2027

Muitas foram as manifestações ontem, na Venezuela e nos Estados Unidos visando apoiar o presidente sequestrado Nicolas Maduro e sua esposa, a deputada Cilia Flores, que estariam na Corte Federal em Nova Iorque para mais uma audiência, a terceira desde o sequestro. Os dois foram ilegalmente levados da Venezuela por forças dos Estados Unidos, acusados de ligações com o narcotráfico. E, mesmo que a própria justiça estadunidense já tenha declarado não existir o tal Cartel de Soles, o qual acusam Maduro de dirigir, ainda assim o presidente e sua esposa seguem presos desde o dia 03 de janeiro. Na verdade, o próprio presidente Donald Trump já admitiu que a ação de sequestro de Maduro visava unicamente o roubo do petróleo venezuelano, coisa que vêm fazendo desde então.

Ainda que admitam que Maduro não lidera qualquer cartel de narcotráfico, ele e a esposa continuam sob a custódia dos Estados Unidos, sem que os demais países movam qualquer palha para coibir essa ilegalidade. O procedimento judicial ao qual estão submetidos Maduro e Cilia se configura num completo abuso internacional, mas não há quem se levante contra isso a não ser o próprio povo venezuelano.

E, para tornar ainda mais abusivo o tratamento, a corte estadunidense jogou para junho de 2027 o julgamento do caso. A intenção, óbvia, é manter Maduro preso, para evitar qualquer chamado à resistência contra o roubo do petróleo e ao controle estadunidense da vida venezuelana.

Já são mais de 200 dias do sequestro e o casal esteve em juízo duas vezes, sem que qualquer prova contra eles tenha sido apresentada. Agora, com essa decisão de jogar para o ano que vem uma nova audiência, a situação de ilegalidade fica ainda mais clara. Ainda assim, não houve qualquer protesto por parte de governos.

A ação imperialista dos Estados Unidos, intervindo num país soberano, sequestrando seu presidente e uma deputada nacional, e roubando suas riquezas, não é uma novidade. Só isso deveria bastar para que os países irmãos da América Latina se colocassem na defesa da autodeterminação da Venezuela. Mas, o que se vê é silêncio. Covardemente, os dirigentes abandonam Maduro, mesmo sabendo que qualquer um deles, a qualquer momento, pode sofrer o mesmo tratamento. Basta que irrite o ditador dos EUA ou que se descubram riquezas cobiçáveis em seus países.

O abandono a Maduro e Cilia é uma vergonha internacional. Não é surpresa, é claro, visto o mesmo tratamento que a maioria dos governantes dá ao genocídio na Palestina. Se não são capazes de atuar contra esse crime hediondo, o que esperar?

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