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Mais um ano de bloqueio a Cuba

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Por IELA em 08 de setembro de 2014

Mais um ano de bloqueio a Cuba

 
O presidente dos Estados Unidos, Barak Obama, anunciou na semana passada que estão prorrogadas por mais um ano as restrições comerciais com Cuba. O argumento para a manutenção do bloqueio é a “proteção dos interesses nacionais”. Obama ainda declarou que haverá pesadas sanções contra todas as organizações civis que insistirem em fomentar qualquer aproximação com a ilha caribenha.
A famosa “Lei contra o comércio com o inimigo” foi criada em 1917, durante a primeira grande guerra, e desde então as empresas estadunidenses estão proibidas de comerciar com qualquer país hostil aos interesses dos EUA. É com base nessa lei que os Estados Unidos mantém por mais de cinco décadas (desde 1963), o bloqueio comercial a Cuba. Esse tratamento foi ainda reforçado no ano de 1992 quando a lei Torricelli também impediu o envio de alimentos à ilha.
O anúncio de prorrogação da lei não foi novidade para Cuba que vê isso acontecer, em todos os setembros, há 51 anos, sem que haja qualquer alteração, apesar da condenação mundial ao bloqueio. Na verdade, esse tipo de anúncio nem é mais notícia na ilha, pois já está naturalizado.
Os cubanos sabem muito bem que não há motivo algum para os Estados Unidos temerem as relações com seu país, pois não se configuram em ameaça. Pelo contrário. Que poderia Cuba contra os Estados Unidos? Eles sabem que a decisão estadunidense está embasada no desejo de sufocar o desenvolvimento da ilha, evitando assim que o modo de organizar a vida, ali iniciado com a revolução de 1959, seja varrido do mapa. Não é sem razão que o socialismo cubano passe por tantas crises, uma vez que a maioria dos países “amigos” dos EUA também procura não realizar qualquer comércio com Cuba para não atiçar o ódio estadunidense.
Cuba já viveu momentos difíceis quando da derrocada da União Soviética, um parceiro na batalha contra o bloqueio, e agora  passa por novas dificuldades, tendo de apontar novos rumos à economia e à política. Mas, de qualquer sorte, Cuba vem resistindo e deverá seguir seu caminho, para além dos desejos de Barak Obama. 

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