A tendência à politização do sistema de justiça brasileiro: o caso da “Operação Lava Jato”

12 de Novembro de 2021, por Alessandro da Silva


O anúncio da saída de Deltan Dallagnol do Ministério Público Federal (MPF) foi seguido de reações que, em suma, apontaram essa decisão como prova da instrumentalização da “Operação Lava Jato” para fins político-partidários . Ele apenas teria tirado a máscara e passaria a se dedicar à política de forma explícita , embora já o fizesse quando atuava na força tarefa, na mesma linha de Sérgio Moro.

Naquilo que diz respeito aos fenômenos mais evidentes, essa constatação está correta. Todavia, ao nos contentarmos com a análise superficial, corremos o risco de tomar aparência pela essência  ao imaginarmos que o projeto político que estava por trás da “Lava Jato” – com todos os desdobramentos que vão desde a destituição de Dilma Rousseff da Presidência da República até a eleição de Jair Bolsonaro – foi obra de um grupo de procuradores voluntariosos, chefiados por juiz arrivista. Uma anomalia do sistema de justiça , cuja correção teria iniciado com a anulação das condenações impostas ao ex-Presidente Lula e se consolidado com a saída de Moro do Poder Judiciário e de Dallagnol do MPF. Uma vez corrigido o desvio de rota, o sistema de justiça estaria novamente apto a cumprir sua missão institucional de maneira técnica e imparcial.

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