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O Caribe rechaça que Estados Unidos qualifique a Venezuela como uma ameaça

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Por IELA em 13 de março de 2015

Os representantes dos países do Caribe que estiveram na Vigésima reunião da Associação dos Estados do Caribe, realizada na Guatemala essa semana, se manifestaram veementemente contra a declaração do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que qualificou a Venezuela como uma ameaça à segurança estadunidense.
Segundo Bruno Rodríguez, representante cubano,  o debate realizado pelos ministros foi bastante construtivo no que diz respeito à situação criada pela ordem executiva emitida por Obama. Houve um generalizado rechaço à aplicação de sanções unilaterais conforme foram anunciadas pelo governante estadunidense.
Os governantes do Caribe ressaltaram a necessidade de manter a América Latina e o Caribe como uma zona de paz, pacto já firmado pelos chefes de Estado na Conferência da Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) acontecida em Havana no mês de janeiro de 2014. “Consideramos que essa proclama deve ser a base para as relações da Celac com qualquer país e renovamos o chamado aos Estados Unidos para que se relacione com a região baseado no respeito ao conteúdo dessa declaração”, disse Rodríguez.
Obama, por outro lado, segue ignorando essas diretrizes e já ordenou implementar sanções contra funcionários e ex-funcionários venezuelanos cujos bens nos Estados Unidos estão congelados, bem como está proibida a entrada de venezuelanos no território estadunidense. É fato que essas proibições estão ajustadas a “certos indivíduos” venezuelanos, ou seja, àqueles que estiverem ligados ao governo de Maduro.

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