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O dia em que morreu Sandino

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Por IELA em 24 de fevereiro de 2010

O dia em que morreu Sandino
Por Ana Ivis Galán García
24.02.2010 – O traíram. Acompanhado de seu pai, Gregorio Sandino; o escritor Sofonías Salvatierra, então ministro da Agricultura, e dos generais amigos Estrada e Umanzor, ele ia para um jantar em La Loma, Palacio Presidencial, convidado pelo mandatário Juan Bautista Sacasa. Quando estavam de saída, o carro em que viajavam foi detido e o cabo da guarda que os abordou era, na verdade, um major disfarçado que os levou todos à prisão.
Sandino pediu que chamassem a Somoza, mas disseram que não haviam podido locarlizá-lo. Eram as 11 da noite do dia 21 de fevereiro de 1934. Sandino, com apenas 39 anos de idade, foi levado ao monte junto com seus companheiros Estrada e Umanzor, e ali, no meio do campo, o batalhão que os custodiava – cumprindo órdens do vergonhosamente célebre chefe da Guarda Nacional, Anastacio Somoza García- abriu fogo.
Setenta e seis anos depois, o povo evoca Sandino como o homem que lhe ensinou o caminho da dignidade. Seu nome completo era Augusto Nicolás Calderón Sandino. Ele, desde criança, soube de rudezas e injustiças, uma vez que foi colhedor de café na Nicarágua, mecânico na Costa Rica, bóia-fria nas plantações da United Fruit Company em Honduras e Guatemala, empregado de empresas petroleiras no México.
Seu país era vítima de constantes desembarques de tropas estadonidenses e de uma ocupação quase permanente. Quando em maio de 1926 começou a chamada guerra constitucionalista,ele regressou do México e se somou à luta. Com os anos, sandino foi forjando sua lenda. E, assim, se converteu no “General dos Homens Livres”, definindo sua sorte. Não depôs suas armas até que as tropas invasoras se retirassem em janeiro de 1933.
Com o presidente Sacasa à frento do país e o general Somoza na Guarda Nacional, Sandino firmou um tratado de paz que nunca se cumpriu. Várias vezes ele reclamou disso ao presidente, não foi ouvido. Washington e o regime de Somoza decidiram ceifar sua jovem e fecunda vida. Mas, só conseguiram imortalizá-lo.
Aí está a Frente Sandinista de Libertação Nacional. E, no domingo em que se recorda o 76º ano do seu assassinato novemante ele foi honrado como o grande Herói Nacional da
Nicaragua.
Sandino vive!

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