A maldição do Terceiro Mundo de ser rico em recursos naturais
Texto: Rafael Cuevas Molina - Presidente AUNA-Costa Rica
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Organizando por comunas
23.06.2013 – Agora que os holofotes da classe dominante latino-americana estão voltados para outros cantos, a Venezuela segue aprofundando seu trabalho de organização popular. Ontem, o vice-presidente, Jorge Arreaza,conversando com a população durante a reinstalação do Plano “Barrio Nuevo”, em Caracas, destacou a necessidade do fortalecimento do poder popular. Segundo ele, foi justamente a organização que levou os bairros pobres de Caracas a avançar na construção de novas moradias, na saúde e educação. “Temos de articular o país em função das comunas”, afirmou.
Arreaza saudou a comunidade de Gramovén, onde se deu a cerimônia de instalação do plano, e destacou a forma participativa com que todos atuaram permitindo que o governo atuasse em constância com as demandas reais das gentes, uma vez que só a comunidade sabe exatamente aquilo que necessita. Recuperando as moradias e embelezando o bairro o governo atua no sentido de consolidar a cultura e a identidade do lugar.
O Plano “Barrio Nuevo” foi criado em 2011 pelo então presidente Hugo Chávez e já construiu e remodelou milhares de novas casas na Venezuela. Atualmente o número de novas construções passa das 630 mil e segundo o Ministério das Vivendas, até o final do ano outras 380 mil serão iniciadas. Conforme declarações do vice-presidente, a retomada desse plano de construção seguirá a risca as demandas levantadas pelo povo organizado nas comunas. O governo também prometeu encarar como prioridade, além da construção de novas moradias, a saúde, educação, a segurança e o poder popular.
O projeto de “Barrio Nuevo” segue a lógica do chamado “Governo das ruas” que leva os governantes para o bairro em audiências e reuniões para levantamento das necessidades. Esses governantes, baseados nas decisões da população, apresentam então as propostas de obras.
Texto: Rafael Cuevas Molina - Presidente AUNA-Costa Rica
Texto: IELA
Texto: IELA
Texto: Ana Esther Ceceña Observatório Latino-Americano de Geopolítica
Texto: Bruno Lima Rocha - jornalista