Meu amigo Ricardo Frota D’Alburqueque Maranhão
Texto: Gilberto Felisberto Vasconcellos
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Peru vende o lago Titicaca para exploração petroleira
21.07.2010 – A voracidade do governo aprista, do Peru, por vender a maior do país não tem limites nem consciência ecológica. No último ano, em 16 de abril – entre galos e meia-noite – o governo de Alan Garcia subscreveu dois contratos de exploração petroleira na cuenca do Lago Titicaca, universalmente conhecido como o Lago Sagrado dos Incas, reserva ecológica – mas ao que parece não para a conservação da flora e fauna e sim para o empresariado.
Estes acordos, firmados por 30 anos para extração de petróleo nos lotes 155 e 156 estão causando a indignação dos dirigentes regionais de Puno que preparam uma série de protestos para fazer chegar sua negativa ao governo central que não quer voltar atrás neste milionário negócio dos hidrocarburetos, que também estão provocando temores nas comunidades vizinhas.
Além disso, faltando com a memória, o governo desconhece que o famoso lote 155 corresponde à província de Azángaro, San Antonio de Putina, Huancané e Moho, cujos acionistas são a Perúpetro com 15%, Pluspetrol da Argentina, Reliance E&P da Índia e Sapet Development Perú da China com 28.33% cada una, mantendo sob suas mãos cerca de 3,240 km2.
O lote 156 compreende as províncias de Puno, El Collao e Chucuito entregue aos acionistas do Grupo Petrolero Sudamericano SAC com uma área de 4746 Km2, também desde 16 de abril de 2009. O lote 141 compreende as províncias de Lampa e Melgar entregue a empresa canadense Pan Andean Resourses que transferiu sua participação para a Reliance Industries da Índia e a área de exploração que tem em seu poder é de 5,168 km2. O lote 105 está nas províncias de Puno, Huancané, San Antonio de Putina, Azangaro, Lampa e San Román, e está nas mãos da empresa russa SIBOIL com uma área de 4,432 km2.
O mais indignante para as comunidades próximas aos lotes de exploração é que as negociações e a entrega da área se fizeram às costas da opinião pública do Peru e Bolívia. Nem mesmo as autoridades locais e regionais estavam informadas deste convênio perigoso, pelo qual ambos os presidentes Alan Garcia e Evo Morales precisarão explicar.
O que o governo não lembra é que a Reserva Nacional do Titicaca está reconhecida como Área Natural Protegida, destinada a conservar a biodiversidade à utilização sustentável da flora e fauna silvestre, aquática e terrestre. Segundo a Lei Nº 26834, a condição das Reservas Nacionais devem manter a perpetuidade.
Texto: Gilberto Felisberto Vasconcellos
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