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Por que a Revolução dos Cravos deixou de ser socialista

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Por IELA em 25 de abril de 2014

Por que a Revolução dos Cravos deixou de ser socialista
Entrevista com o tenente-coronel  Otelo Saraiva de Carvalho
Por Waldir José Rampinelli
Em meados de 1973, surgiu no interior das Forças Armadas portuguesas, o Movimento dos Capitães, cujos objetivos eram, no início, apenas socioprofissionais. Com a Revolução de 25 de Abril de 1974, chefiada pelo agora chamado MFA – Movimento das Forças Armadas –, ocorreu  a divisão em três correntes.
Os oficiais moderados, mais próximos dos socialistas eram, simbolicamente, liderados pelo grupo dos nove (entre eles, o mentor intelectual do programa do MFA, major Melo Antunes). Os “gonçalvistas” defendiam o aprofundamento da revolução numa linha terceiro-mundista ou das chamadas “democracias populares” do Leste Europeu e contaram, por algum tempo, com o apoio dos Partido Comunista Português e do Primeiro-Ministro, coronel Vasco Gonçalves. A terceira vertente do MFA era a dos “copconistas” (do COPCON, Comando Operacional do Continente), liderados por Otelo Saraiva de Carvalho, cuja entrevista de importância histórico-política inestimável segue.
Leia o artigo na íntegra:
https/repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/116194/Entrevista%20com%20Otelo%20Saraiva%20de%20Carvalho.pdf?sequence=1

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