A maldição do Terceiro Mundo de ser rico em recursos naturais
Texto: Rafael Cuevas Molina - Presidente AUNA-Costa Rica
Aguarde, carregando...
A mineração é hoje, em toda América Latina, o maior dos problemas para um número cada vez maior de comunidades. Pela beirada, longe dos olhos da mídia, e respaldadas pela lógica do chamado novo desenvolvimento que tomou conta da maioria dos países que conta com governos ditos progressistas, grandes empresas transnacionais vão comprando terras e explorando os recursos minerais. Em alguns países, como o Equador, por exemplo, a mineração ocorre a céu aberto e são utilizados elementos há muito banidos da vida das gentes, como é o caso do mercúrio. Isso destrói os rios e inviabiliza a vida das pessoas que vivem nas regiões próximas.
Nesse final de ano, o povo Mapuche, da região dos lagos, ao sul do Chile, também ameaçado pela ação das mineradoras, já formalizou um pedido na justiça tentando evitar a concessão para esse tipo de empresa no seu território. Segundo lideranças daquela etnia, o governo está decidindo entregar espaços para mineradoras sem que seja feita uma consulta à comunidade conforme reza o Convênio 169 da Organização Internacional do Trabalho.
Os Mapuche, que ao longo dos últimos meses, já realizaram várias marchas e atos de protestos, entendem que a ação na Justiça é mais um instrumento de luta nesse momento em que o governo segue sem reconhecer os direitos já consolidados. Conforme conta o porta-voz da comunidade Puñinque de San Juan de la Costa, Ascar Hueñumir, nem mesmo durante uma audiência que tiveram com a ministra de Minas do Chile, Aurora William, houve qualquer resposta do governo a essa demanda. Para os mapuche, a mineração adentrar à região dos lagos significa mais um golpe à soberania da comunidade.
Texto: Rafael Cuevas Molina - Presidente AUNA-Costa Rica
Texto: IELA
Texto: IELA
Texto: Ana Esther Ceceña Observatório Latino-Americano de Geopolítica
Texto: Bruno Lima Rocha - jornalista