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Prisão ilegal de Maduro e Cilia se estende

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Por Elaine Tavares em 19 de fevereiro de 2026

Prisão ilegal de Maduro e Cilia se estende

Foto: reprodução

A Corte Federal de Nova Iorque reprogramou a audiência com o presidente da Venezuela Nicolás Madura e a vice, Cilia Flores, para o dia 27 de março. Até então estava acertado de que a audiência aconteceria no dia 17. Assim, alonga-se ainda mais a prisão ilegal dos mandatários venezuelanos.

Os dois foram sequestrados no dia 03 de janeiro em Caracas por um operativo militar estadunidense que deixou mais de 100 mortos. Uma clara violação do direito internacional e um ataque à soberania de um estado democrático. Mas, ao que parece, não há qualquer mobilização internacional pela libertação do casal e o mundo segue sua rotina permitindo que os Estados Unidos se firme ainda mais como o xerife do planeta, podendo atuar em qualquer país como bem entende.

O adiamento da audiência em mais dez dias foi acertado num acordo entre a defesa e a procuradoria e foi autorizado pelo juiz Alvin K. Hellerstein, que aceitou o argumento de “problemas de planejamento e logística”. A audiência deverá estabelecer um calendário de diligências referentes ao julgamento de Maduro e Cilia.

A primeira audiência diante da corte estadunidense se deu dois dias depois do sequestro e nela Maduro se declarou não culpado das acusações de ligação com o narcotráfico e se proclamou “prisioneiro de guerra”, sendo o presidente legítimo da Venezuela.

O presidente Donald Trump proclamou em alto e bom som para a imprensa e nas suas redes sociais que o objetivo do sequestro de Maduro era o de os Estados Unidos se apropriarem do petróleo venezuelano, coisa que não causou qualquer furor internacional. E mesmo depois de a própria Corte estadunidense reconhecer que não existe nenhum Cartel de Soles, o suposto cartel de narcotráfico, nada aconteceu, com o governo dos EUA rearranjando novas denúncias sem cabimento algum.

E assim, enquanto Maduro e Cilia seguem presos nos Estados Unidos, diplomadas estadunidenses voltam a ocupar a Embaixada do país na Venezuela e seguem em negociações com a presidente interina Delcy Rodríguez, decidindo sobre o destino do petróleo. Com o país cercado pelo Comando Sul a presidente vai mantendo a vida nacional em andamento, dando tempo ao tempo e esperando que a conjuntura mude. Delcy também tem realizado várias mudanças no âmbito das missões, que são importantes espaços comunitários de poder, e encaminhou a Lei da Anistia, que libera da prisão muito dos que tramaram contra o país, o que tem gerado bastante desconforto em alguns grupos locais. Como bem lembrava o líder cubano Fidel Castro, quem se dobra também cai. Só tempo dirá se a estratégia de Delcy foi acertada.

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