Literatura Latino-Americana no IELA
Texto: IELA
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Não deveria, mas sempre espanta ver como a mídia comercial – jornais, TVs e portais – repercute cada fala ou ato absurdos do presidente dos Estados Unidos, como se fosse algo digno de se noticiar com pompa e circunstância. O senhor, ligado a casos de pedofilia e outros crimes, seria, com certeza, considerado um ditador ou criminoso se fosse presidente de qualquer outro país. Mas, como dirige a “América”, mesmo as maiores atrocidades que lhes saem da boca são tratadas como coisas sérias.
Assim, as redes sociais são invadidas com seus arroubos imperialistas e atos propagandísticos, como foi o caso da presença do Messi e outros jogadores na Casa Branca. Enquanto os atletas sorriam, cúmplices, Trump ameaçava destruir o Irã e Cuba. Tudo acontecendo como se fosse uma reuniãozinha normal. Imaginem se fosse o Maduro dizendo que iria destruir um ou outro país? O mundo viria abaixo.
Agora, na semana passada, o presidente dos EUA voltou a criar mais um factoide. Uma reunião com presidentes da América Latina e do Caribe para a criação do que ele chama de Escudo das Américas. Nada menos de que um grupo patético de dirigentes regionais servindo de capacho. A degradação foi tanta que quando Tramp disse que não iria aprender “o seu maldito idioma”, todos riram, alto, como se aquilo fosse uma bendita piada.
Como dizia minha vó: “assombração sabe para quem aparece”. Por isso não foi surpresa ver que não foram convidados – porque certamente não iriam – os presidentes do México, Colômbia e Brasil. Cada um deles, em graus diversos, tentam manter alguma autonomia diante dos EUA.
Quem conhece a história da América Latina sabe. O próprio nascimento dos países da América do Sul leva a marca da traição. Quando Bolívar tentou criar a Pátria Grande, excluindo os Estados Unidos, foi traído por Santander, que preferiu balcanizar a região, enfraquecendo-a em nome de poder pessoal. Desde aí, a relação dos países com as grandes potências foi quase sempre de vassalagem. Quem viveu a época das ditaduras sabe. Imagens de presidentes capachos com o presidente dos EUA, em várias épocas, existem à larga.
Assim que a triste imagem de presidentes atuais, apoiando os horrores do imperialismo, não deve causar estupor. Deve, sim, ser denunciada e explicada. Por que se dobram estes dirigentes? Que interesses defendem? Querem ser escudo de quê? Estão dispostos a dar a vida pelos interesses dos Estados Unidos? Então por que dirigem os países onde vivem, apenas para mantê-los como posto avançado do imperialismo? E hoje, estão dispostos, por exemplo, a enviar seus jovens para lutar contra os inimigos dos EUA?
O tal Escudo das Américas é, como sempre foi qualquer proposta estadunidense para as Américas, uma farsa e uma fraude. É só mais um ato de propaganda e de demonstração de poder. Os “gusanos” (vermes) latino-americanos seguem rastejando, esperando comer as migalhas do banquete imperial. Mas, uma olhadinha na história mostraria a eles qual é o destino dos traidores da pátria e dos capachos do poder. Ao que parece, não se importam.
Mas, a história caminha e os povos se erguem em luta. O que hoje é, amanhã não é. Venceremos!
Texto: Fernanda Uribe - Professora/UNAM
Texto: Lautaro Rivara
Texto: Gilberto Felisberto Vasconcellos