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Coleção Pátria Grande

Coletânea de 80 volumes traz, em língua portuguesa, os clássicos do pensamento latino-americano, incluindo autores nacionais nunca editados em português.]

A coleção PATRIA GRANDE é parte da Biblioteca do Pensamento Crítico Latino-Americano, uma iniciativa do Instituto de Estudos Latino-Americanos, coordenada pelo professor Nildo Domingos Ouriques. Ela se dedica exclusivamente à publicação, no Brasil, de obras ainda inéditas de autores clássicos que simplesmente são desconsideradas no país como se de fato não existissem. Mas, as obras existem e precisamos conhecê-las.

Atualmente, em função das novas exigências sociais sobre o trabalho intelectual, a formação de nossos cientistas sociais será notoriamente insuficiente sem o pleno conhecimento da inteligência latino-americana, da qual inegavelmente somos partes. Ademais, as exigências sociais sobre o trabalho intelectual que a nova situação do continente nos impõe revelou os limites da marca eurocêntrica da formação universitária e do público culto no Brasil, razão pela qual a antiga e cômoda confiança na tradição colonial europeia já não é capaz de contribuir para superar o subdesenvolvimento e a dependência que segue orientando a evolução do país.

A coleção Pátria Grande nasceu portanto para suprir esta enorme lacuna de nossa formação intelectual, tão colonialmente centrada no cânone europeu-estadunidense, expressão acabada do eurocentrismo que começa ceder passagem ao pensamento crítico latino-americano, nossa melhor tradição. Ao todo serão 80 volumes, já escolhidos e em processo de tradução.

Volume 1 – Subdesenvolvimento e Revolução

Ruy Mauro Marini (1932-1997)

Publicada originalmente no México em 1969, ganhou sucessivas edições em muitos países sem, contudo, jamais ter sido publicada em nosso país. Contra essa obra pesava até agora um enorme silencio organizado pelo liberalismo nacional que comanda a vida universitária no país.

Veja este livro na página da Editora Insular.

Volume 2 – O capitalismo dependente latino-americano

Vânia Bambirra (1940-2015)

Vânia é parte de uma geração de destacados cientistas sociais que têm contribuído durante décadas para o pensamento crítico latino-americano. Fundadora da Organização revolucionária Marxista Política Operária (Polop) ela se vinculou à luta pelo socialismo no Chile de Allende, atuando como professora na Universidade do Chile e na Universidade Nacional Autônoma do México.

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Volume 3 – A mais-valia ideológica

Ludovico Silva (1937-1988)

Filósofo venezuelano, um dos mais importantes pensadores do marxismo latino-americano. Nesse trabalho específico analisa como as pessoas permanecem conectadas ao processo industrial, mesmo quando estão em suas casas, aparentemente descansando. É através da televisão, dos meios de comunicação de massa, que o capitalismo mantém a extração de mais-valia de forma permanente, nesse caso a mais-valia ideológica. Trabalha o conceito de ideologia, de alienação e formula sua teoria da mais-valia ideológica, um conceito original para análise do controle da opinião pública.

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Volume 4 – Política Britânica no Rio da Prata

Raúl Scalabrini Ortíz (1898-1959)

Um clássico do pensamento crítico argentino. O livro, principal obra do autor, mostra o amplo domínio que os britânicos exerceram sobre a vida econômica, política e cultural da Argentina. O trabalho explicita com aguda percepção a miséria do liberalismo, a incapacidade da classe dominante argentina em encabeçar uma grande transformação nacional, a cumplicidade da imprensa com os interesses imperialistas, os movimentos da diplomacia britânica na economia, na cultura, na política e o profundo impacto que causou na opinião pública dos demais países latino-americanos.

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Volume 5 – O processo de dominação Política no Equador

Agustín Cueva (1937 – 1992)

O equatoriano Agustín Cueva (Ibarra, 1937-1992) é um dos grandes nomes do pensamento crítico latino-americano. Em sua breve existência produziu obras que resistiram ao duro teste do tempo e se transformaram em leitura obrigatória para os interessados no conhecimento de nossa realidade comum. A publicação em português de O processo de dominação política no Equador foi sua primeira obra de extração sociológica e permitirá ao leitor observar tanto o refinado estilo literário do autor quanto a análise do Estado, da economia, das classes sociais e da ideologia no país andino.

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Volume 6 – Mito e verdade da Revolução Brasileira

Alberto Guerreiro Ramos (1915 – 1982)

Mito e verdade da revolução brasileira é retrato do clima intelectual e político do início da década de sessenta e condensa, sobretudo, a intensa polêmica no interior da esquerda entre os socialistas e os nacionalistas, capítulo incluso da Revolução Brasileira. Não cometo injustiça em dizer que Guerreiro Ramos era o intelectual mais importante do país antes da ditadura; era também a cabeça pensante mais importante e fecunda do trabalhismo brasileiro e do ISEB (Instituto Superior de Estudos Brasileiros).

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Volume 7 – Socialismo ou fascismo

Theotonio dos Santos (1936-2018)

As lições da história de Nuestra América e a fundamentação teórica que sustenta esta obra não podem ser esquecidas no momento em que a classe dominante decretou uma guerra de classes aberta contra os trabalhadores. Vivemos, portanto, um tempo orientado pela lógica das situações extremas. Nosso tempo exige escolhas individuais e coletivas. O movimento socialista em lenta reconstrução é o único meio capaz de oferecer uma saída real e duradoura para nosso povo. Na exata medida em que a classe dominante decretou a guerra de classes aberta contra os trabalhadores, ensinou também que somente o socialismo poderá evitar seu avanço e oferecer uma saída duradoura para o abismo social, a violência e a exploração de milhões de trabalhadores no Brasil e nos demais países da América Latina. Em consequência, soa cada dia mais forte o apelo da Revolução Brasileira.

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Volume 8 – O caminho da revolução brasileira

Moniz Bandeira (1935-2017)

O livro que o leitor tem em mãos veio a público pela primeira vez em novembro de 1962, momento em que o governo reformista de João Goulart articulava projetos de limitação de remessa de lucros para o exterior, amparado por uma força de massa que vinha de movimentos grevistas operários, camponeses e estudantis. Tempos importantes, tempos candentes. Seu autor, Antonio Alberto de Moniz Bandeira (1935-2017), baiano de Salvador, captou a essência das lutas sociais no Brasil naquele momento efervescente e procurou indicar O caminho da revolução brasileira.

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Volume 9 – Guatemala, a democracia e o império

Juan José Arévalo (1904-1990)

Em 1954, num pequeno país centro-americano, concluía de maneira trágica a Revolução Guatemalteca quando a classe dominante local com estratégico apoio do imperialismo estadunidense, mobilizou os militares para destituir o governo de Jacob Arbenz, sucessor do professor de filosofia e também presidente, Juan José Arévalo. Após a queda de Arbenz, a Guatemala sofreu uma longa noite de terrorismo de Estado instaurada no país dos hombres de maiz, que somente seria interrompida com um acordo de cessar-fogo, em dezembro de 1996. As lições emanadas da Revolução Guatemalteca são valiosíssimas, embora as derrotas costumem jogá-las para o esquecimento como se a luta e consciência das massas somente fosse objeto de nossa atenção e apreço em caso de vitória. Aos desavisados, é preciso lembrar que um argentino chamado Ernesto Guevara de la Serna se encontrava nesse momento precisamente na terra do quetzal.

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Volume 10 – A questão da universidade

Álvaro Vieira Pinto (1909-1987)

O filósofo marxista Álvaro Vieira Pinto segue sendo o ponto culminante da Filosofia no Brasil. A vasta obra que produziu aqui e no longo exílio que incluiu inclusive seu confinamento no bairro de Botafogo, no Rio de Janeiro, constitui formidável ponto de partida para a reflexão crítica e a práxis política emancipatória que estamos obrigados a elaborar no desafiador momento da vida nacional. O liberalismo de esquerda revela completa incompetência diante da ofensiva burguesa no contexto do capitalismo dependente rentístico que sepultou para sempre as promessas da ideologia da industrialização e da modernidade capitalista no Brasil. Em consequência, a universidade – instituição decisiva de um sistema de ciência, tecnologia e cultura – somente poderá cumprir sua função nos marcos da Revolução Brasileira. Eis a razão para recordar as lições do mestre e publicar uma vez mais um clássico esquecido pela consciência ingênua e a falta de referência crítica atualmente dominante.

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