As medidas protecionistas de Trump
Texto: IELA
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Rodolfo Walsh destroçado – Foto: Tiempo Argentino
O jornal Tiempo Argentino sofreu, essa madrugada, 4 de julho, um “empastelamento”, coisa que há muito tempo não se ouvia falar, mas que era corrente nos tempos de ditadura por toda a América Latina, e que significa a destruição física de um jornal. Pois durante a noite, um grupo de pessoas invadiu a sede do jornal, quebrou tudo o que foi possível, destruiu documentação, cortou os cabos de comunicação e ainda agrediu trabalhadores. Não satisfeitos com toda a violência ainda arrebentaram um quadro o qual retratava o jornalista argentino Rodolfo Walsh, símbolo da resistência da palavra contra a ditadura militar naquele país.
O “empastelamento” foi feito sob as vistas do empresário Mariano Martínez Rojas, que diz intitula o novo dono do periódico, que até então estava sendo produzido e administrado pelos próprios trabalhadores. Eles haviam assumido o controle do periódico em abril desse ano depois que se completaram mais de sete meses sem o recebimento de salários. Os trabalhadores criaram uma cooperativa e estavam garantindo a informação.
Segundo informações, os antigos donos, Sergio Szpolski e Matías Garfunkel, teriam vendido o jornal a esse Mariano Martínez Rojas, que nunca pusera os pés no local porque o processo ainda está em juízo. E, nessa madrugada, ele resolveu aparecer acompanhado de capangas e protegido pela polícia local. Essa é uma posição que chocou os jornalistas, uma vez que viola completamente o estado de Direito.
Apesar do golpe sofrido e do completo estupor por parte dos trabalhadores, amanhã o jornal deverá soltar uma edição especial com todas as informações sobre o ataque, além das demais notícias do dia. Segundo eles, a violência não impedirá que o jornal chegue à população “mais do que nunca, dona de nossas palavras”.
Informações: Tiempo Argentino pelo facebook
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