Equador: CNE inviabiliza partido de Correa

20 de Julho de 2020, por IELA


Faltando sete meses das eleições gerais, o Conselho Nacional Eleitoral do Equador suspendeu quatro forças políticas que atuam no país, incluindo entre elas a Compromisso Político, que compõe o partido que sustenta o correísmo (partidários de Rafael Correa). A sessão não foi pública e durou pouco mais de 40 minutos.

A sessão foi realizada de forma virtual e com a alegação de "problemas técnicos" não foi trasmitida ao vivo, como sempre, assim não foi possível conhecer as intervenções dos conselheiros José Cabrera, Esthela Acero e da presidenta Diana Atamaint. Não estiveram na reunião os conselheiros que são oposição ao governo de Lenín Moreno, Luis Verdezoto e Enrique Pita.

A decisão do Conselho foi de suspender as organizações políticas Juntos Podemos, Libertad es Pueblo, Justicia Social, e Fuerza y Compromiso Social, depois de conhecer o informe enviado pelo departamento jurídico do CNE. Com essa decisão o partido que ampara Rafael Correa não poderia participar das eleições de 2021. 

A ideia de suspender as organizações foi uma recomendação da Controladoria, com alegações que há inconsistências no processo de validação das assinaturas durante a inscrição. 

Agora, as organizações tem um prazo de 10 dias para apresentar provas ou fazer outras alegações.  

A batalha eleitoral no Equador esquenta e as organizações suspensas alegam ilegalidades no processo. Rafael Correa, no seu Twitter, disse que o governo sabe que perderá as eleições em 2021, então a única saída que encontra é impedir a participação do correísmo.