Missão Milagre no Suriname

30 de Outubro de 2018, por Elaine Tavares


Um grupo de médicos venezuelanos chegou ontem ao Suriname, ao norte da América do Sul, para a realização de pelo menos 200 cirurgias de catarata. A atividade está dentro do marco de cooperação da Petrocaribe, organização que reúne os países da região do Caribe. 

O Suriname, que é o menor país do continente, foi durante muito tempo uma colônia holandesa, basicamente uma grande plantação tocada por escravos. Tornou-se independente em 1975, passou por um golpe militar em 1980 e só em 1987 voltou à democracia.

O grupo de profissionais médicos que chegou ao país compõe a Missão Milagre, uma das missões criadas pelo governo bolivariano, especificamente para atender aos casos de catarata, muito comuns entre os mais pobres. Geralmente as pessoas acometidas pela doença acabam cegas por não terem condições de pagar pelo procedimento. Assim, o governo bolivariano instituiu a missão que realiza as cirurgias de graça. A atuação não se limita à Venezuela e tem se espraiado pelos demais países do Caribe e América Central  também marcados pela pobreza. 

Nas últimas semanas outra equipe de médicos venezuelanos esteve em El Salvador onde realizaram 92 cirurgias. "A solidaridade é um valor transcendental na união dos povos. A Missão Milagre é um exemplo de cooperação entre as missões médicas venezuelanas e salvadorenhas,  realizando conjuntamente intervenções no Hospital Nacional San Rafael", informou a entidade Petrocaribe, na sua conta do Twitter. 

A missão milagre foi um projeto idealizado pelo presidente venezuelano Hugo Chávez  e o governo de Cuba em 2004 com o objetivo de dar atenção médica especializada para as pessoas que sofriam de doenças oculares e não tinham recursos para pagar. 

Grupo de médicos chegando ao Suriname
Grupo de médicos chegando ao Suriname