As medidas protecionistas de Trump
Texto: IELA
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Os Movimentos Sociais e a luta anti-imperialista
22/02/2006
Por elaine tavares – jornalista no OLA/UFSC
A Assembléia dos Movimentos Sociais teve um diferencial nesse último Fórum Social Mundial que aconteceu na Venezuela. Convidado para estar na abertura, o presidente Hugo Chàvez foi a figura mais esperada e não deixou por menos. Conclamou os movimentos a estarem firmes na luta anti-imperialista porque, segundo ele, pela primeira vez na história, as gentes do chamado terceiro mundo estão na ofensiva. “Nós temos agora que desenhar a fórmula da unidade. Por isso invoco os movimentos a um plano de ação universal para impulsionar as lutas. Nós temos a obrigação de jamais tornar esse Fórum um espaço folclórico. Ele tem de ser motor das lutas”
Com seu jeito de quem conversa na sala de estar, Chàvez cantou, disse poemas, citou escritores famosos e falou de como está organizando a resistência do ponto de vista governamental, que é o que lhe cabe. Falou do grupo Chakal, formado por ele, Chàvez, Kirchner e Lula, para construir o maior gasoduto da América Latina que vai passar por todo o continente. “Nós temos a maior reserva de petróleo do mundo e Bush a quer. Só que nós nunca mais vamos ser colônia e não vamos dar nossas riquezas a ele. Vamos repartir com os irmãos da América Latina”.
O presidente venezuelano afirmou que vai fazer o possível para que todos os seus outros companheiros de governo nesta parte do continente entendam que é preciso criar uma Frente Anti-Imperialista, aliada, caminhando no mesmo rumo, respeitando as especificidades. “Por exemplo, dizem que Chàvez e Fidel são loucos e que Lula, Tabaré e Kirchner são estadistas. Ora, chamem como chamem, não importa. O que importa é que nós, juntos, provoquemos a maior derrota possível a essa direita que quer governar o mundo. Acredito que vai chegar o dia em que nenhum governo da América Latina vai aceitar mais a exclusão de Cuba e assim vamos defender nossa dignidade. Nossa união já derrotou a Alca. Ela está enterrada em Mar Del Plata. Vamos vencer”. O estádio veio abaixo!
Chàvez lembrou ainda que os movimentos sociais dentro dos Estados Unidos também estão iniciando um caminho de ascensão. “Cindy (a mãe de um soldado estadunidense que morreu no Iraque) começou uma luta sozinha, acampada em frente ao rancho de Bush, e isso tende a se espalhar feito um rastro de pólvora. Ao mundo temos que salvar e, para isso, temos que contar com a ressurreição do povo dos Estados Unidos. Isso vai acontecer”.
Ovacionado pela multidão que lotou o ginásio, o presidente ainda advertiu o governo estadunidense que não vai mais admitir espionagem dentro de seu país e que, a próxima vez que encontrar alguém querendo saber da força de seu exército, vai colocar na cadeia. “Por mais poder que este país tenha, não vai poder conosco. O governo Bush, que tanto diz prezar os direitos humanos, devia era acabar com as torturas na base de Guantânamo e parar de proteger terroristas como Posada Carriles, antes de querer vir se meter na vida dos países soberanos”. Otimista e energético, ele deixou no ar uma frase do poeta Raul Martinez: “Os mortos que matastes gozam de boa saúde”. Eles se levantarão com as gentes e vencerão.
Para os movimentos sociais reunidos em assembléia ficou claro que a luta contra a investida do império deve ser prioridade para este ano. Exigir que as tropas estadunidenses saiam do Iraque, que se destrua o muro que cerca a Palestina, que cesse a intervenção nos países do oriente e da América Latina, que se dê fim à ocupação na Colômbia, que se respeite os direitos humanos, que se derrube o muro que separa o México dos EUA e que a libertação venha pelas mãos das gentes unidas. Como diz Chàvez, é hora de impor uma derrota a quem pensa que pode dominar o mundo.
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