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Simón Bolívar vive!

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Por Elaine Tavares em 24 de julho de 2026

Simón Bolívar vive!

Simón Bolívar nasceu num 24 de julho do ano de 1783, em Caracas, Venezuela. Foi guri rico, mas desamparado. O pai morreu cedo e a mãe o colocou sob os cuidados de uma mulher escravizada, Hipólita, a qual sempre considerou como mãe. Era guri rebelde e indisciplinado, que gostava de correr pelas ruas e pelo mercado, sem muita preocupação. Em 1793 seu tutor o matriculou na escola de primeiras letras do educador Simón Rodríguez e ali ele pode partilhar de uma educação bastante peculiar. Rodríguez ensinava crianças ricas e pobres e maneira igual, inclusive meninas. E o menino Simón pode vivenciar uma escola diferenciada, com um mestre – o qual reverenciou até a morte – que o moldou para o respeito ao trabalho e a diversidade. Seu reencontro com Rodriguez anos depois em Paris, o levou a sonhar com uma Venezuela livre e com uma Pátria Grande que abarcasse todas as colônias, libertas das metrópoles sugadores de riquezas.

Voltou para a Venezuela em 1806 e desde aí seu caminho foi o da revolução. Primeiro, derrotado e depois vitorioso. Seus feitos como general do exército são extraordinários e um deles, a travessia pelos Andes, é lendário. Com sua espada implacável libertou país após país, Venezuela, Colômbia, Equador, Bolívia e sonhou com uma unificação que juntasse os demais países de toda América Latina. Já antevia o que preparavam os Estados Unidos e queria constituir uma pátria grande para evitar a dependência e a submissão. Foi traído por seus generais, Santander à frente. Foi caçado como um pária e numa de suas fugas precisou ficar escondido sob uma ponte, episódio que desencadeou nele uma doença pulmonar. Depois disso, durou pouco tempo, corroído pela tuberculose e pela imensa tristeza do assassinato de seu grande amigo Sucre.

Tinha apenas 47 anos em 1830 quando morreu, pobre, em cama alheia, na casa de um amigo, em território colombiano. Foi enterrado com uma camisa emprestada o homem que havia trazido a liberdade para o continente. Só dez anos depois seus restos mortais foram transladados para a Venezuela, onde estão até hoje.

Hoje, 24 de julho, celebramos sua vida. Uma vida generosa, aventurosa e significativa. Sua espada ainda caminha por essas veredas de Nuestra América, porque a liberdade mesmo ainda não chegou. Honrá-lo é permanecer em luta.

Simón Bolívar, presente!

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