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E agora, América Latina?

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Por Elaine Tavares em 11 de fevereiro de 2026

E agora, América Latina?

Para além da sensação e do espetáculo Nuestra América precisa de ação política concreta. Os Estados Unidos aprofunda a investida contra Cuba, estrangulando a ilha economicamente, o que pode vir a causar mais um genocídio, desta vez na nossa porta. Como já era previsto, o massacre de Israel ao povo palestino, consolidado diante dos olhos do mundo, praticamente sem reação por parte de quem tem poder, já indicava que era só o começo. Durante dois anos vimos Israel bombardear a Palestina matando crianças, velhos, gente doente nos hospitais, destruindo tendas de refugiados, escolas, creches, um horror cotidiano que ainda segue mesmo depois do farsesco “cessar fogo”.

Agora os Estados Unidos se prontificaram a destruir Cuba e Venezuela e as coisas vão se sucedendo. Bombardearam barcos de pescadores, mataram gente inocente, sequestraram o presidente Maduro, tomaram o petróleo, impedem que a Venezuela venda petróleo a Cuba, ameaçam os países que derem ajuda à ilha. E tudo segue normal, com a turma se preparando para os carnavais.

Ontem o presidente Gustavo Petro, da Colômbia, informou que precisou fugir por mais de quatro horas na segunda-feira, voando sobre o mar, com os filhos a bordo, porque temeu pela vida ao observar que as luzes do heliporto onde deveria pousar não acenderam.

A presidente do México, Cláudia Sheinbaum, que decidiu por mandar ajuda humanitária a Cuba também já foi ameaçada por Trump. A decisão do presidente dos EUA é não permitir que qualquer barco ou avião entre em Cuba para que o povo seja destruído. Parece um filme de terror, mas não é. É a mais pura realidade, a perversa realidade de um mundo anômico, sem lei e sem ética.

A Palestina está em escombros e os poucos que sobraram estão sendo eliminados pouco a pouco. Cada bombardeio, cada morte, vira apenas uma nota no jornal.

A Venezuela está igualmente abandonada à própria sorte. Tirando as declarações de “não vamos permitir” de Rússia e China, nada está sendo feito. Estão permitindo sim… Cinicamente!

Cuba, a pequena ilha no Caribe, que já vive acossada há mais de 60 anos pelos Estados Unidos, agora está sendo golpeada de forma brutal ao não conseguir importar petróleo, que é o que move tudo. Os governos da América Latina, tirando Petro e Claudia fazem ouvidos moucos. Lula chegou a dizer que a libertação de Maduro não é importante. Comporta-se como mais um carrasco da Venezuela.

E nós, que faremos? Não seria hora de mostrar que temos algo mais que “sazon”? Se os povos não se levantarem a destruição será completada. Hoje na Venezuela e em Cuba, amanhã em qualquer um dos demais países… Basta que não se ajoelhem.

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