Novo Número da Rebela já está no ar

8 de Outubro de 2021, por Elaine Tavares

 


Editorial

O Instituto de Estudos Latino-Americanos/UFSC e Grupo de Pesquisa Organização & Práxis Libertadora/ UFRGS apresentam mais um número da Revista Brasileira de Estudos Latino-Amerianos (Rebela). São oito artigos, duas resenhas e um ensaio fotográfico que apresentam uma mirada crítica sobre o continente.

Neste segundo número do volume 11 temos o texto de Aline Recalcatti de Andrade,  “Marxismo eurocêntrico? Elementos para uma resposta ao decolonialismo antimarxista”, buscando apontar os principais elementos antimarxistas, cuja acusação se centra no “marxismo eurocêntrico”, em autores do movimento chamado “Giro Decolonial”, que possui atualmente grande influência nas Ciências Sociais latino-americanas. Em seguida, o texto “Burguesia dependente e as bases de construção da hegemonia no Brasil”, de Isabela Ramos Ribeiro, o qual traz elementos sobre as entidades da classe burguesa que representam suas frações industrial (CNI), agrária (CNA), comercial (CNC) e bancário-financeira (Febraban). O terceiro artigo, de Aline Recalcatti de Andrade, “Imperialismo em América Latina: contribuições de Mariátegui e Zavaleta”, busca aportes que podem ser úteis na compreensão do imperialismo sobre sua forma atual para pensar os processos que ocorreram nos últimos anos, como o caso do golpe de Estado na Bolívia em 2019.

Tiago Assis Silva apresenta o texto “A dependência estrutural e o regionalismo aberto da América do Sul: os desafios políticos para uma integração do desenvolvimento”, põe em evidência as condições históricas e observa que a América do Sul ainda não reúne condições de superar a dependência por via da Iniciativa para a Integração da Infraestrutura Regional Sul-americana – IIRSA.  Clarissa Dias Nascimento escreve “As relações entre Equador e China na política externa dos governos Rafael Correa (2007-2017): reflexos na estratégia de diversificação de parcerias” no qual analisa a estratégia de diversificação das parcerias que visavam reduzir a centralidade das relações assimétricas com os Estados Unidos na inserção internacional do país. Em seguida temos o texto “Os “Grupos de onze companheiros” em 1964: polêmicas sobre um movimento quase esquecido”, de Diego Martins Dória Paulo, versando sobre os debates em torno da iniciativa lançada por Leonel Brizola na luta política que atravessava a conjuntura quente que antecedeu o golpe de 1964.

Bruno Wilwert Tomio e Cloves Alexandre de Castro trazem o artigo “O desenvolvimento histórico da educação ambiental brasileira: apontamentos e desafios para a educação ambiental historicamente necessária”, expondo uma revisão teórica da gênese e marcos históricos da formalização e desenvolvimento institucional da educação ambiental brasileira. Em seguida, Tatiana Waisberg apresenta o texto “A Emergência de uma Abordagem de Segurança para a Governança das Mudanças Climáticas: perspectivas e desafios para aumentar a segurança ambiental no Brasil e no Sul global”, que explora a interseção entre a segurança humana e as agendas de segurança das mudanças climáticas e investiga como a radicalização da ação sobre mudanças climáticas, com foco especial na Amazônia, pode se opor a uma abordagem baseada nos direitos humanos.

Uma das resenhas fica a cargo de Artur Gomes de Souza, com o texto “Ruy Mauro Marini e seu 18 Brumário latino-americano”, o qual discute o livro O reformismo e a contrarrevolução: estudos sobre o Chile de Ruy Mauro Marini. O outro texto é de Marcos Antônio da Silva, que resenha a obra “Geopolítica imperial: intervenciones estadounidenses en Nuestra América en el siglo XXI”, organizada por Jairo Estrada Álvarez e Carolina Jiménez Martín, com o texto A ação imperial na América Latina: uma análise de “Geopolítica imperial: intervenciones estadounidenses en Nuestra América en el siglo XXI”.

O ensaio fotográfico “Olhar Guarani, desde dentro”, de Karai Rokadju, mostra o olhar de um jovem Guarani, hoje com 15 anos, que desde bem menino vem se aventurando na arte da imagem. Retrata cenas da luta interminável dos Guarani, do Morro dos Cavalos, pela demarcação definitiva de suas terras.

Desejamos uma ótima leitura e boas reflexões sobre Nuestra América

Coletivo Editorial

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