Haiti: país esquecido
Texto: Elaine Tavares
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Telesur : oito anos de outra comunicação
Telesur nasce no mesmo dia que Simón Bolívar
24.07.2013 – Oito anos atrás, fruto da proposta de latino-americanizar as comunicações, pensada pelo presidente venezuelano Hugo Chávez, nascia a Telesur, um canal de notícias multiestatal. No dia 24 de julho, mesmo dia em que a Venezuela celebra a data do nascimento de seu mais importante filho: Simón Bolíviar, Chávez e Fidel inauguraram esse braço comunicativo que tinha e tem por missão sair do monopólio informacional das grandes agências estadunidenses e europeias. “Aqui vemos nossas próprias caras” diz o promocional da TV que é aberta na Venezuela e em vários outros países da América Latina. No Brasil, por enquanto, só é possível ver através de cabo ou pela internet.
A Telesur é uma experiência de soberania comunicacional que a América Latina nunca antes havia logrado garantir. Desde sua tela saem documentários que jamais passariam nas Tvs comerciais, são produzidas notícias que carregam outras visões e abordagens também nunca garantidas nos meios privados e realizam-se debates que tratam dos temas mais importantes para os povos do continente. Em 90 anos de história da televisão, a Telesur é, sem dúvida, uma experiência original e inovadora. Atualmente a Telesur conta com mais de 20 correspondentes e colaboradores em vários pontos do planeta, transmitindo notícias, informações e opiniões que são referência para a vida dos latino-americanos. A partir desses profissionais, as comunidades podem ter acesso ao outro lado dos fatos, que não são abordados pela imprensa privada, sempre aliada aos interesses econômicos e políticos das grandes potências.
Nesses oito anos muito já foi construído, mas ainda faltam muitos passos para a verdadeira soberania desta Nuestra América. No Brasil, por exemplo, é inexplicável que a Telesur não seja um canal aberto, possível de ser assistido por qualquer pessoa. De qualquer forma, o processo segue em construção. Garantir ao povo latino-americano um espaço onde seja ouvida sua voz própria é coisa que custa ainda muita luta. Mas, como o grande Bolívar, que saiu das tramas liberais onde nasceu para a construção de uma Pátria Grande, popular, os militantes da causa comunicacional seguem caminhando até que chegue o dia em que a voz das gentes ecoe em cada casa do nosso continente.
http://www.telesurtv.net/
Texto: Elaine Tavares
Texto: Revista Pacto - Colômbia
Texto: Elaine Tavares
Texto: Sergio Rodríguez Gelfenstein
Texto: Cauê Fernandez - Aluno da Geologia/Bolsista IELA
Texto: IELA