Volume 11, Número 1 (2021)

Editorial

O Instituto de Estudos Latino-Americanos da UFSC, em parceria com o Grupo de Pesquisa Organização & Práxis Libertadora, da UFRGS, oferece mais um número da Revista Brasileira de Estudos Latino-Americanos buscando manter, através do debate sistemático, o pensamento crítico acerca da realidade de toda Abya Yala (as três Américas).

Abrimos o número 1 do Volume 11 com o texto de Luara Wandelli Loth, “O encontro paradigmático entre psicanálise e materialismo histórico na proposta de cura pela via revolucionária em Frantz Fanon”, no qual ela se propõe a discutir os limites e as potencialidades desse encontro dentro de uma perspectiva anti-colonial. Em seguida, temos o artigo de Itamá Winicius do Nascimento Silva “Relações Brasil-EUA durante o Governo Jango: o golpe civil-militar de 1964 na órbita da integração monopólica mundial”, que busca identificar as distensões nas relações Brasil-EUA, observando consequentemente a participação do poder econômico na derrubada de Jango e instauração da Ditadura Civil-Militar Brasileira. Depois, Wendel Ribeiro dos Santos apresenta “A SBPC e a internacionalização da C&T no Brasil”, mostrando os dados disponíveis acerca do papel desempenhado pela SBPC na reprodução de um cenário que auxilia a permanência do Brasil na posição de dependência em relação aos países desenvolvidos, graças à exploração do conhecimento gerado pelos cientistas nacionais.

Breno Augusto da Costa traz o texto “Resenha intempestiva de “Consciência e realidade nacional”, de Álvaro Vieira Pinto” no qual propõe uma mirada panorâmica sobre algumas teses e contribuições originais do autor. Em seguida, Bruno Reikdal Lima, com o artigo “Para a retomada da economia política”, coloca em debate a necessidade de se retomar o campo da economia política como disciplina autônoma. Arlis Buhl Peres e Margareth de Castro Afeche Pimenta discutem o processo de verticalização das cidades latino-americanas no texto “A verticalização seletiva como processo de valorização especulativa da paisagem: o caso da Ponta do Coral em Florianópolis (SC)”, mostrando o processo de especulação das paisagens. Alice Itani, no texto “A pandemia e a produção da vida” apresenta alguns pontos como uma contribuição para o debate sobre a produção da vida, questionando o argumento do discurso desenvolvimentista. E, finalmente, Marisa Soares e Luis Antonio Ccopa Ybarra trazem o texto “La pandemia y sus desdoblamientos en las prácticas educativas digitales: cambios y desafíos”, igualmente refletindo os desafios colocados pela pandemia, nesse caso, na pedagogia e na educação.            

A resenha de Francisco de Assis Kuhn Magalhães e Leonardo da Rocha Bezerra de Souza, “A tribo e o feiticeiro: uma radiografia sobre o giro político e intelectual de Mario Vargas Llosa”, analisa o livro de Atílio Boron, que constrói uma obra-resposta ao laureado romancista peruano.

O ensaio fotográfico é do fotógrafo argentino Facundo Cardella, “A pandemia e o trabalho”, com imagens dos trabalhadores que não tiveram como parar nesse período de pandemia. 

Esperamos que tenham uma boa leitura.

 

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