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MS lidera em morte de índios e destruição ambiental

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Por IELA em 21 de novembro de 2012

MS lidera em morte de índios e destruição ambiental
21.11.2012  – A própria imprensa comercial do Mato Grosso do Sul, sabidamente comprometida com os interesses do agronegócio da região reconhece: o estado ficou em primeiro lugar, em 2011, no número de mortes indígenas. Esse dado foi levantado pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi), órgão vinculado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e amplamente divulgado nos jornais locais.  Segundo o Cimi o estado do Mato Grosso do Sul concentrou 62% dos casos. Isso significa que dos 51 assassinatos de índios registrados no país, 32 foram ali onde hoje se trava a dolorosa luta dos Guarani-Kaiowá. E, não bastasse as mortes também foram levantados 27 tentativas de homicídio.
O relatório observa que a taxa de homicídios é maior que a da registrada na ocupação do Iraque e quatro vezes maior que a média nacional, o que mostra o tamanho da batalha que vem sendo travada na região por conta das terras indígenas, sendo que os índios, é claro, são os perdedores, tendo de enfrentar não só o descaso do Estado brasileiro como o terror dos jagunços a serviço de grileiros. Além da morte violenta de indígenas, diz o relatório, o agronegócio tem sido o principal causador da destruição ambiental, com grileiros e madeireiros promovendo queimadas, desmatamentos e realizando obras de infraestrutura sem cuidado com o ambiente. Assim, não satisfeitos em roubarem a terra indígena os fazendeiros partem para a política da terra arrasada, buscando maior lucro em menos tempo.

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